O QUE É O CONSTRUTIVISMO SOVIÉTICO?

Trata-se de um movimento estético-político iniciado na Rússia a partir de 1913, que se desenvolve com a União Soviética e que nega a arte considerada "pura".

É portanto uma vanguarda artística europeia, que, como o cubismo e o futurismo, teria o objetivo de superar a pintura de cavalete e a arte acadêmica do "mundo burguês". 

Para o movimento, a arte não deveria ser apenas uma representação do real, mas baseada na cultura do proletariado, com olhar para o industrial e o trabalho.

Nessa abordagem, foram feitos cartazes, poemas, filmes, fotomontagens, revistas, fotografias e esculturas, com valor de comunicação e transformação social.

Alguns construtivistas: Rodchenko, Gustav Klutsis, Tatlin, Varvara Stepanova, El Lissitzky, Maiakovski, Esfir Shub, László Moholy-Nagy, Georgiĭ Stenberg, Vladimir Stenberg, Osip Brik e Lilya Brik.

A revista Frente de Esquerda das Artes (LEF), editada por Osip Brik e Vladimir Maiakovski, em 1923, foi um veículo importante para o movimento.

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Na LEF, intelectuais, fotógrafos, escritores e designers puderam experimentar a fotomontagem, além de debater estética e o papel da arte. 


Exemplo clássico
de fotomontagem construtivista: cartaz de Rodchenko, de 1924, em que Lilya Brik grita “Livros!”. Foi uma propaganda para a Imprensa Estatal de Leningrado.


Outro formato relevante
ao movimento: escultura. Principal nome dessa técnica foi Vladimir
 Tatlin, crucial para a estética construtivista.


 Ao visitar Paris, em 1912,
Tatlin toma contato com colagens cubistas, e passa a pintar telas com relevo. Começa a usar metal, vidro e madeira, e chega a escultura, em que o movimento se destaca.

Das esculturas mais conhecidas de Tatlin está o projeto do Monumento à Terceira Internacional, que não chegou a ser construído em tamanho real. Hoje faz parte do acervo do Moderna Museet de Estocolmo.

O construtivismo foi ativo até 1934, deixando de ser o principal movimento artístico da URSS com a chegada do realismo socialista.

Desenvolvimento e
texto original:
Paola Orlovas.

Fotos:
Wikimedia Commons e Flickr.

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